Pagar a tempo, sem cortes
Candidatura aberta no primeiro dia de aulas, pagamento no primeiro vencimento e retroativos inteiros. Sem descontos por faltas justificadas que a lei não prevê.
O apoio prometido aos professores colocados a mais de 70 km de casa. Quanto tempo demora a chegar, quanto vale e quanto fica a faltar.
Candidatura aberta no SIGRHE desde 2 de outubro, 31 dias depois do início das aulas.
No ano passado, três meses depois do início das aulas, 52% dos 1257 professores do nosso inquérito ainda não tinham recebido nada, e 25% tinham visto a candidatura recusada, muitas vezes por coordenadas GPS ou por quilómetros contados à régua. Este ano o portal só abriu a 2 de outubro. O valor continua fixo, com o gasóleo a 2,24 € o litro. O Ministério não publica quantos pediram, quantos receberam, nem quando. Por isso, contamos nós.
Já submeteu? Registe a data aqui e, depois, cada passo: a validação da escola, a aprovação, o pagamento. Juntos, mostramos quanto tempo demora e quanto o Estado já deve.
É o mais importante que pode fazer. O Ministério não publica quantos professores esperam pelo apoio, nem há quanto tempo. Sem registos, não há números; sem números, a demora não existe para quem decide. Cada registo é uma prova.
Leva um minuto. Não pedimos nome, morada nem escola.
A sua inscrição só conta depois de carregar no link do email que lhe enviámos. Sem isso, não entra nos números e é apagada ao fim de 7 dias.
Não chegou? Espere uns minutos e procure no spam e nas promoções. Se continuar sem aparecer, peça-o outra vez:
Enviar o email outra vezEscreva o email com que se inscreveu e enviamos-lhe outra vez o link do seu registo, para marcar a etapa nova. Não precisa de se inscrever de novo.
Dos 19 professores, 12 já submeteram e nenhum recebeu ainda o primeiro pagamento.
A dívida conta só quem ainda não recebeu nada: os meses de vencimento já processados desde o início de funções × o valor do escalão. É uma estimativa por baixo, só entre quem se inscreveu aqui.
Um apoio que chegue a tempo e que valha o que custa estar deslocado.
Candidatura aberta no primeiro dia de aulas, pagamento no primeiro vencimento e retroativos inteiros. Sem descontos por faltas justificadas que a lei não prevê.
O combustível, as portagens e as rendas subiram. O apoio tem de valer, hoje, o que custa ir dar aulas a mais de 70 km de casa.
Indexar o apoio à inflação ou a um valor por quilómetro, como o Estado já faz com os seus funcionários em serviço. Para não voltar a ficar parado.
Para muitos professores a maior despesa não é o gasóleo: é a renda de um quarto junto à escola. O apoio tem de a reconhecer.
Um valor fixo por mês, pago de setembro a julho, conforme a distância por estrada. Não sobe com o combustível nem com as rendas.
Em 2026/27 são carenciados os QZP 42, 45, 46, 59, 60, 61, 62 e 63. Valores do Decreto-Lei n.º 108/2025.
Dos nossos dois inquéritos nacionais de novembro de 2025 (279 e 1257 professores). É por isto que, este ano, acompanhamos cada candidatura desde o primeiro dia.
52% não tinham recebido nada no fim de novembro. Só 32% receberam no vencimento de novembro.
A candidatura só abriu a 1 de outubro de 2025. Houve candidaturas validadas pela escola a 21 de outubro que continuavam por pagar no fim de novembro, à espera de autorização da DGAE ou do IGeFE. A alguns professores disseram que o pagamento passava para dezembro, por razões ligadas ao subsídio de Natal.
25% reclamaram de candidaturas recusadas.
24% dos que já tinham recebido não receberam os retroativos por inteiro.
Algumas direções descontaram as faltas justificadas. Nem o decreto-lei nem a nota informativa o preveem. Perguntámos ao IGeFE, por escrito, se isso era legal. Até 7 de dezembro não houve resposta.
A maioria dos professores considerou o valor insuficiente para os custos reais da deslocação: combustível, portagens, transportes e o tempo ao volante. Muitos disseram ponderar não manter a colocação no ano seguinte.
Se o apoio não cobre o custo, falha o objetivo para que foi criado: fixar professores nas escolas onde eles faltam.
Em novembro de 2025 recomendámos um portal onde cada professor pudesse acompanhar a sua candidatura, com prazos e a quem reclamar. Um ano depois, esse portal não existe. Por isso, fazemo-lo nós: esta página.
Anonimato: não pedimos nome, morada, NIF nem escola. O email serve só para lhe enviar o link do seu registo e nunca aparece nos números. Os números públicos só aparecem a partir de 10 inscritos, para que nenhum caso se reconheça. Como tratamos estes dados.
Como se lê: os números são de quem se inscreveu aqui, não de todos os professores deslocados. Quem se inscreve escolhe fazê-lo, por isso não é uma amostra aleatória. Mesmo assim, são os únicos números públicos: o Ministério não divulga os seus.
Mais dados no metaObservatório.
Quantos mais professores deslocados registarem a candidatura, mais difícil é ignorar os números.
Candidatura recusada sem motivo, retroativos cortados, a escola não responde: escreva-nos. Os casos concretos entram nos relatórios e nas cartas às instituições.
Acompanhar AED (Apoio Extraordinário à Deslocação) · metaProf · ano letivo 2026/27.