Em 2025/26, 22 042 horários saíram da lista pública das Reservas de Recrutamento e foram preenchidos por contratação de escola, longe do escrutínio. Os números que o Ministério não publica.
Do acordo do tempo de serviço que deixou de fora a FENPROF e o S.TO.P. ao pedido de demissão apresentado pela FENPROF vinte e sete meses depois: o mandato que começou com o cognome de «apaziguador» chega a julho de 2026 debaixo do caos da classificação digital dos exames nacionais.
EXAMES 2026: DA "SUSPENSÃO IMEDIATA" ÀS "GARANTIAS" — O QUE MUDOU ENTRE 30 DE JULHO E 5 DE AGOSTO
O comunicado do MetaPROF, emitido a 6 de agosto de 2026, analisa a reviravolta no processo dos Exames Nacionais após as falhas detetadas na classificação digital. Embora a Ordem dos Advogados (OA) tivesse recomendado inicialmente a suspensão imediata dos prazos da 1.ª fase do concurso de acesso ao Ensino Superior, a reunião entre o Ministério da Educação e o Bastonário culminou no recuo desta medida, optando-se por recorrer a mecanismos remediadores já existentes, como vagas adicionais e a época extraordinária de exames. Perante este desfecho, o MetaPROF aponta fortes críticas à falta de transparência do processo, questionando por que razão o Bastonário saudou publicamente soluções que já estavam previstas na lei, a ausência de negociação com outras entidades do setor, a indefinição de critérios para a atribuição dessas vagas e a falta de uma auditoria independente e abrangente a todo o sistema de avaliação digital.
MetaPROF apresenta queixa à Provedoria de Justiça sobre os Exames Nacionais
MetaPROF apresentou queixa formal à Provedora de Justiça - contra o MECI, o JNE e o EduQA, relativamente ao processo de digitalização e classificação dos Exames Nacionais 2026.
A 6 de julho, o Ministério abriu as portas de um armazém de digitalização e garantiu que duas
falhas estavam resolvidas. Sem relatório. Sem auditoria. Sem um único número.
Mais de 17 000 professores foram colocados no concurso de Mobilidade Interna no ano letivo
2025/2026. Não se trata de um mecanismo marginal, mas de uma peça central no funcionamento do
sistema educativo.
Os dados disponíveis mostram também que a idade média destes docentes ronda os 52 anos e que a
graduação profissional média tem vindo a descer de forma consistente.
Apesar disso, o Ministério da Educação admite eliminar este concurso, sem apresentar uma
alternativa clara que assegure a aproximação geográfica dos docentes nem explicar que critérios
irão orientar as colocações no futuro.