Professores – Largas centenas de Testemunhos.
Alunos – Centenas de relatos.
Encarregados de educação – Centenas de aflições.
Diretores escolares – Zero.
Não é uma falha técnica. O formulário esteve sempre acessível, tal como os outros três. Não houve erro de divulgação, não houve bloqueio ao acesso, não houve prazo apertado que o justificasse, porque os prazos foram os mesmos para todos. A única variável que muda é quem está do lado de lá do ecrã.
Quem está na sala de aula fala.
Quem está em casa a acompanhar um filho fala.
Quem faz o exame fala.
Quem dirige a escola, quem recebe as convocatórias erradas, quem lida com os pais indignados, quem sabe exactamente que continuações de prova desapareceram, esse… não diz nada.
Isto não é ausência de informação. É a informação.
Um diretor escolar não desconhece o caos do EduQA. Confronta-o todos os dias, em primeira mão. Se centenas de professores, alunos e encarregados de educação encontraram tempo e coragem para descrever o que viveram, a ausência total de quem ocupa o topo da cadeia escolar não é coincidência estatística. **É um silêncio com um insustentável peso institucional.
Ficam as perguntas às quais este silêncio não responde:
é instrução superior, é receio de represálias ?,
é cumplicidade com o sistema ?,
ou é simplesmente porque, lá em cima, o caos incomoda menos?
O Dossiê Exames 2026 regista os factos. Este é um deles: quatro formulários, quatro públicos, três vozes
… e um vazio que também é informação.
Porque a voz dos Diretores e suas equipas também contam:
segue o link https://www.metaestudantes.pt/vozes-diretores/

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