O Ministério da Educação abriu no dia 6 de julho as portas do centro de digitalização de Mem Martins à comunicação social. Fotografias de provas, digitalização, funcionários a trabalhar. O ministro garantiu que duas falhas técnicas da plataforma de classificação foram resolvidas, com o apoio da consultora Deloitte, chamada depois de o próprio EduQA admitir que não tinha recursos para gerir o processo que criou.
Não houve relatório. Não houve auditoria. Não houve um único número. Apenas a palavra "resolvido", a mesma que já ouvimos a 25 e a 27 de junho, sempre pedindo aos professores para "aguardar com tranquilidade" enquanto o processo lhes exige noites, madrugadas e horas extras não remuneradas.
Entretanto, o mesmo Ministério anuncia uma nova ferramenta de monitorização. Curiosamente, não para vigiar a plataforma que falhou, mas sim o desempenho individual de cada professor classificador. Agora, sabem exatamente o ritmo de trabalho de cada professora classificador. O que continua por saber é quantos erros a Deloitte encontrou ou quantos exames foram afetados pelas falhas alegadamente "corrigidas".
Um armazém não é uma auditoria. Uma fotografia de caixas não é um relatório técnico. Não basta dizer que está resolvido, é preciso mostrar como.
Se foste convocado, se perdeste horas por causa de uma plataforma que falha, se sentes que a responsabilidade está a ser transferida para ti enquanto o sistema continua por explicar, o teu testemunho é a prova que falta. Regista as tuas horas extras. Denuncia o que aconteceu. E, a partir de hoje, junta uma fotografia: de dia, de noite, de madrugada, no momento em que estás mesmo a classificar. Cada relato e cada fotografia juntam-se aos que já obrigaram o EduQA a admitir, por escrito, o que negava publicamente.
O MetaPROF continua a ser o único espaço web onde professores e alunos documentam, juntos, a mesma falha.
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